É definida como uma condição clínica caracterizada por episódios repetitivos de obstrução da via aérea superior durante o sono, resultando frequentemente em dessaturação de oxigênio e micro-despertares.

Características
A falta de fluxo de ar adequada geralmente resulta em dessaturação da oxihemoglobina e, no caso de eventos prolongados, em aumento progressivo da pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial (PaCO2). Na maior parte das vezes, as apneias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão de sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial. Como este sono não é repousante, as manifestações típicas são uma sensação de “noite mal dormida” ao despertar, assim como fadiga e sonolência durante o dia. O diagnóstico é confirmado através da polissonografia ou por um estudo cardio-respiratório, comummente conhecido como “estudo do sono”.

Níveis clinicamente significativos de apneia do sono são definidos como cinco ou mais episódios por hora de qualquer tipo de apneia, através do estudo do sono. Existem três formas distintas de apneia do sono: central, obstrutiva e mista ou complexa (i.e., uma combinação da central e obstrutiva). Na apneia do sono do tipo central, a respiração é interrompida pela “falta de esforço respiratório”; na apneia do sono do tipo obstrutivo, a respiração é interrompida por um bloqueio físico ao fluxo aéreo “apesar de esforço respiratório”. Na apneia do sono complexa (ou mista), há uma transição de características centrais para obstrutivas durante os eventos.

Em qualquer um dos tipos, o indivíduo com apneia do sono está raramente consciente de que tem dificuldade para respirar, mesmo depois de acordado. Apneia do sono é, muitas vezes identificada como um problema por outras pessoas que testemunham o indivíduo durante os episódios (durante o sono) ou porque apresentam sintomas típicos da patologia. Os sintomas podem estar presentes por anos (ou mesmo décadas) sem identificação.

Causas
Dos fatores predisponentes incluem-se:

Sexo masculino (duas vezes mais comum em homens)
Aumento da idade (mais comum após os 35 anos)
Aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) (quanto maior o peso maior o risco)
Obesidade central (abdomen >94 cm nos homens e >80 cm nas mulheres indicam risco)
Hormônios estrogênios e androgênios.
Hereditariedade (entre 22 e 84% maior risco entre parentes sanguíneos).
Aumento da complacência das vias aéreas superiores por:

Uso de drogas miorrelaxantes, álcool, sedativos
Circunferência do pescoço maior que 40cm.
Na infância:

Hipertrofia de tecido linfóide das vias aéreas superiores (adenoides e amígdalas)
Malformações congênitas (síndromes genéticas, micrognatia, retrognatia)